ANJOS, GUERREIROS E SERES CELESTIAIS

Guerreiro Místico
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Metamorfose II
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Metamorfose I
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Gafanhoto
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Da série "Avistamentos"
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Bicho Celestial
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Guerreiro Fantástico
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L´Ange
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Ser Fantástico
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Ogum Guerreiro
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Ser do Mar Profundo
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Bicho Encantado II
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Da série "Avistamentos"
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Cavalo Celestial
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Da série "Avistamentos"
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Anjo Guardião
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O Anjo de Luz I
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O Pianista Celestial
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O Anjo de Luz II
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Anjo ILuminado II
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Anjo ILuminado I
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MARCOS DE OLIVEIRA - IMAGENS E SÍMBOLOS

Com um percurso que se inicia no final dos anos 1990 ele vai revelando seu caminho e seu estilo, onde se pode aferir sua qualidade de poeta da imagem. Aliás, imagens e símbolos são as indicações de como ver/ler sua obra, na forma como expressa os valores sociais, culturais, religiosos de sua terra e de como sentir a beleza de sua pintura.

 

Marcos de Oliveira é um autodidata, mas aprimorou a técnica trabalhando suas referências de modo muito pessoal, utilizando o pincel com liberdade, elaborando formas e pintando cores numa estética livre de comprometimentos. Em seu trabalho prevalece a linha bem definida e o contorno que ilumina figuras saídas do imaginário popular de tradições nordestinas. Seu universo é caracterizado por uma poética em que os personagens e formas brotam através de intenso e suave colorido.

 

Ao elemento construtivo que se nota no desenho das imagens, Marcos agrega elementos sensoriais, intenso cromatismo e ritmo gráfico, domínio da espacialidade e dramaticidade expressiva atemporal. As desproporções das figuras – rostos, mãos, braços e pés -; o uso de símbolos – pássaros, peixes, círculos, triângulos -;as cores vibrantes; o dimensionamento volumétrico e uma criatividade espontânea são sua valia, em nome de uma expressividade muito particular.

 

A preferência é por figuras religiosas, de santos cristãos e de deuses do candomblé, personagens populares ou guerreiros que parecem saídos de épocas medievais por sua própria construção e onde se nota vínculos com o art déco – as linhas paralelas e alongadas das mãos e pés, dos contornos/adereços das imagens. Mas sua busca o conduz também a seres fantásticos, misto de homens e de máquinas. Sem preocupação com vínculos a esta ou aquela fórmula, este ou aquele esquema estético, Marcos procura traduzir sua arte através de um panteão rico de elementos de poética muito pessoal e ao mesmo tempo universal, rico em simbologias.

(*) Elvira Vernaschi

Curadora, historiadora e crítica de arte
Membro da ABCA e AICA – Associações Brasileira e Internacional de Críticos de Arte
São Paulo, Maio de 201
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